Conheça recursos como resfriamento da pele e sedação que podem ajudar a reduzir o desconforto durante o procedimento.
A preocupação com a dor é uma das dúvidas mais comuns de quem pensa em tratar varizes e vasinhos. Muitas pessoas adiam a avaliação ou interrompem o tratamento porque tiveram uma experiência desconfortável anteriormente ou ouviram relatos de que procedimentos vasculares são dolorosos.
Mas a experiência durante o tratamento não precisa ser marcada pelo sofrimento. Atualmente, existem recursos que podem ser utilizados para reduzir o desconforto durante os procedimentos, de acordo com a técnica escolhida, a quantidade de vasos a serem tratados e as características de cada paciente.
No método CLaCS, por exemplo, são associados laser, escleroterapia e resfriamento da pele. A crioanestesia ajuda a reduzir a sensação provocada pelo laser e pelas aplicações, tornando o procedimento mais confortável. Além disso, em situações específicas, a sedação pode ser utilizada como parte da estratégia para aumentar o conforto do paciente durante a sessão.
Por que alguns tratamentos de varizes podem causar desconforto? A sensação durante um procedimento vascular pode variar bastante. Ela depende da técnica utilizada, da região tratada, da quantidade de vasos e da sensibilidade individual.
No tratamento de vasinhos, por exemplo, o paciente pode sentir pequenas picadas durante a escleroterapia ou uma sensação de calor relacionada ao laser. O resfriamento da pele é justamente um dos recursos utilizados para diminuir essas sensações.
Quer entender por que a avaliação médica faz diferença antes do procedimento? Neste blog, você vai conhecer os principais pontos analisados pelo especialista e como eles ajudam na escolha da técnica mais adequada para cada caso.
Como o CLaCS ajuda a reduzir o desconforto?
O CLaCS, sigla para Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy, combina três recursos durante o tratamento: laser transdérmico, escleroterapia e resfriamento da pele.
O laser atua nos vasos selecionados, enquanto a escleroterapia utiliza uma substância específica para tratar determinadas veias. Durante o procedimento, o resfriamento da pele ajuda a reduzir a sensação de calor e desconforto.
Essa combinação permite tratar diferentes alterações vasculares em uma mesma estratégia terapêutica, sempre de acordo com a avaliação individual. A técnica foi desenvolvida pelo Prof. Dr. Kasuo Miyake e é utilizada para o tratamento de vasinhos e pequenas varizes.
A sedação pode ser utilizada no tratamento de varizes?
Sim. Em situações selecionadas, a sedação pode ser utilizada para proporcionar mais conforto durante o procedimento.
Além de ajudar o paciente a permanecer mais tranquilo, esse recurso pode permitir que a sessão seja realizada por mais tempo, possibilitando um número maior de disparos quando isso fizer parte da estratégia definida pelo médico.
Isso é especialmente relevante para pacientes que apresentam maior sensibilidade ao procedimento ou que precisam de uma abordagem mais extensa.
A sedação, porém, não deve ser entendida como obrigatória para todo tratamento. Existem diferentes estratégias para reduzir o desconforto e a escolha depende da avaliação médica, do procedimento planejado e das características de cada paciente.
Como explica o Dr. Kasuo Miyake: “a opção de fazer o CLaCS com sedação é real e ajuda bastante. Há diversas estratégias que a gente pode fazer sem a sedação também, para não doer.” O objetivo é encontrar uma forma de realizar o tratamento com segurança e conforto, sem transformar a dor em um obstáculo para o cuidado vascular.
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É possível tratar varizes sem sedação?
Em muitos casos, sim. A necessidade ou não de sedação depende do procedimento e da resposta de cada paciente.O controle do desconforto pode envolver diferentes estratégias, como o resfriamento da pele, ajustes na técnica, escolha adequada dos parâmetros do laser e cuidados durante as aplicações. Por isso, não existe uma única forma de tornar o tratamento mais confortável.
A experiência anterior do paciente também deve ser levada em consideração. Uma pessoa que já passou por um procedimento doloroso pode chegar à consulta com receio, e essa informação é importante para que o médico possa planejar uma abordagem mais adequada.
Como destaca o Dr. Kasuo Miyake: “às vezes a gente ouve do paciente que fala assim, ‘só demorei para voltar porque doeu muito’.” Essa percepção não deve ser ignorada. O desconforto durante um tratamento vascular pode ser discutido e existem recursos que podem ser considerados para melhorar a experiência.
O tratamento precisa doer para funcionar?
Não. A presença de dor não significa que o tratamento esteja sendo mais eficaz. O objetivo de uma abordagem moderna é tratar os vasos selecionados de maneira adequada, utilizando os recursos necessários para preservar a segurança e, sempre que possível, proporcionar uma experiência mais confortável ao paciente.
Isso não significa que todas as pessoas terão exatamente a mesma sensação. Pequenas picadas, pressão, calor ou algum desconforto podem ocorrer dependendo da técnica utilizada.
O importante é que o procedimento seja planejado de acordo com o quadro vascular e que o paciente converse com o médico sobre sua sensibilidade e suas experiências anteriores.
Como resume o Dr. Kasuo Miyake: “então, realmente não pode doer, dá para tratar sem dor e deixar a perna lisinha e saudável, sem sofrer”.
O que pode fazer um tratamento ser mais confortável?
Além da possibilidade de sedação em casos indicados, alguns cuidados e recursos podem contribuir para reduzir o desconforto.
- Resfriamento da pele – No CLaCS, o jato de ar frio é utilizado durante o procedimento para reduzir a sensação provocada pelo laser e ajudar no conforto do paciente.
- Planejamento individualizado – A avaliação das veias e da circulação ajuda a definir quais vasos precisam ser tratados e quais técnicas podem ser utilizadas.
- Uso de tecnologias de visualização – Recursos como o ultrassom e a realidade aumentada podem auxiliar na identificação e no planejamento do tratamento vascular. A Clínica Miyake utiliza tecnologias de imagem para auxiliar na avaliação dos vasos e na definição da abordagem.
- Sedação quando indicada – Para determinados pacientes e procedimentos, a sedação pode ser considerada para aumentar o conforto e permitir uma sessão mais tranquila.
- Comunicação durante o procedimento – O paciente deve informar ao médico caso esteja sentindo dor ou desconforto acima do esperado. Essa comunicação permite que a equipe avalie a necessidade de ajustar a estratégia utilizada.
O tratamento de varizes é igual para todo mundo?
Não. Varizes e vasinhos podem apresentar características diferentes, e nem todos os casos devem ser tratados da mesma maneira.
Antes de escolher uma técnica, é importante avaliar a circulação, o calibre e a localização das veias, além da presença de alterações que possam estar relacionadas ao sistema venoso mais profundo.
Por esse motivo, o tratamento não deve ser definido apenas pela aparência das pernas. A avaliação com um especialista em angiologia e cirurgia vascular permite analisar o que está acontecendo por baixo da pele e escolher a abordagem mais adequada para cada situação.
Quando procurar um especialista em vez de escolher apenas um tratamento estético?
Vasinhos e varizes podem ter uma questão estética associada, mas também podem estar relacionados à saúde da circulação. Sintomas como dor, sensação de peso, cansaço nas pernas, inchaço ou alterações na pele merecem avaliação médica.
Mesmo quando a principal preocupação é estética, entender a origem das alterações vasculares é importante para definir o tratamento.
Como explica o Dr. Kasuo Miyake: “procure sempre o cirurgião vascular para fazer o seu tratamento, porque é a especialidade que estuda o que tem por baixo para tratar de dentro para fora”.
A escolha do tratamento deve partir de uma avaliação individual, e não apenas da promessa de um resultado estético.
Perguntas frequentes
Tratamento de varizes dói? A sensação varia conforme o procedimento, a região tratada e a sensibilidade de cada pessoa. Existem recursos para reduzir o desconforto, como resfriamento da pele, ajustes na técnica e, em casos selecionados, sedação.
O CLaCS dói? O CLaCS utiliza o resfriamento da pele como parte da técnica para reduzir o desconforto durante o procedimento. A experiência pode variar entre os pacientes.
Todo paciente precisa de sedação? Não. A sedação pode ser utilizada em situações específicas, mas existem estratégias para controlar o desconforto sem ela. A indicação depende da avaliação médica e do procedimento planejado.
A sedação permite fazer mais disparos? Em determinadas situações, a sedação pode aumentar o conforto e permitir que o procedimento seja realizado por mais tempo. Isso pode possibilitar um número maior de disparos quando essa estratégia for adequada ao caso.
O tratamento sem dor é possível? É possível utilizar diferentes recursos para minimizar significativamente o desconforto. Entretanto, a experiência varia de pessoa para pessoa e depende da técnica utilizada.
Quem pode realizar o tratamento de varizes? A avaliação e o tratamento devem ser realizados por médico especializado em angiologia e cirurgia vascular, que poderá identificar a origem das alterações e indicar a técnica mais adequada.
Tratar varizes não precisa significar simplesmente suportar a dor até o fim do procedimento. A medicina vascular dispõe de diferentes recursos para tornar a experiência mais confortável, desde o resfriamento da pele até estratégias como a sedação em casos indicados.
O mais importante é que a técnica seja escolhida depois de uma avaliação adequada e que o paciente converse abertamente com o médico sobre seus receios, sua sensibilidade e experiências anteriores.
O tratamento deve considerar além da aparência das pernas, também a saúde da circulação.
DISCLAIMER
Dados transcritos de vídeos revisados pelo Dr Kasuo Miyake. Estes textos não substituem uma consulta médica com um cirurgião vascular com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Em caso de dúvidas envie sua pergunta através do WhatsApp localizado no site ou agende uma consulta por telemedicina ou presencial na Clínica Miyake.
Responsável técnico da Clíncia Miyake: Kasuo Miyake CRM-SP 68778-2 RQE (Angiologia e Cirurgia Vascular) 18424