Os homens também podem desenvolver a doença venosa. Entenda os fatores de risco, os sintomas, os tratamentos disponíveis e por que procurar ajuda médica precocemente faz toda a diferença.
O que é trombose e como ela acontece
Quando se fala em varizes, muitas pessoas imaginam imediatamente pernas femininas com veias aparentes. Essa associação é tão comum que criou um dos maiores mitos sobre a doença venosa: a ideia de que não existe varizes em homens e que isso é um problema exclusivamente feminino.
A verdade é que os homens também desenvolvem varizes e, em muitos casos, podem apresentar quadros tão importantes quanto os observados nas mulheres. A diferença é que eles costumam procurar ajuda médica mais tarde, muitas vezes apenas quando surgem sintomas mais intensos ou complicações da doença.
Além da questão estética, as varizes representam uma alteração no funcionamento da circulação venosa que pode afetar significativamente a qualidade de vida. Dor, sensação de peso, cansaço, inchaço e até alterações na pele podem surgir quando o problema não recebe o acompanhamento adequado.
“Muitos homens convivem com varizes por anos porque têm medo de operar ou acreditam que o problema é apenas estético. Mas hoje contamos com técnicas modernas, minimamente invasivas, que permitem tratar as veias doentes, aliviar os sintomas e, em muitos casos, preservar estruturas importantes da circulação. O mais importante é saber que o tratamento não significa ficar de repouso por semanas — muitos pacientes retornam às atividades já no dia seguinte.” — Prof. Dr. Kasuo Miyake
Neste blog, vamos esclarecer por que os homens também têm varizes, quais são os fatores de risco envolvidos, os sinais de alerta e os tratamentos modernos disponíveis para controlar e tratar a doença.
Você também vai ler:
- Homens também têm varizes?
- Por que existe a ideia de que varizes são um problema feminino?
- Quais são as causas das varizes nos homens?
- Quais os sintomas mais comuns?
- Homens costumam procurar tratamento mais tarde
- Quais os riscos de não tratar as varizes?
- Como é feito o diagnóstico?
- Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?
- Existe prevenção para varizes?
- Quando procurar um especialista vascular?
- Perguntas frequentes sobre varizes em homens
Homens também têm varizes?
Sim, e mais frequentemente do que muitas pessoas imaginam. Embora a doença venosa seja tradicionalmente associada ao público feminino, a realidade observada nos consultórios vasculares é bastante diferente. Milhares de homens convivem com varizes sem sequer perceber que possuem uma alteração circulatória em desenvolvimento. Em muitos casos, os sintomas são ignorados por anos, seja por falta de informação ou por acreditarem equivocadamente que as varizes representam apenas uma questão estética.
As varizes surgem quando as veias responsáveis por transportar o sangue de volta ao coração deixam de funcionar adequadamente. Dentro dessas veias existem válvulas que atuam como pequenas barreiras naturais, impedindo que o sangue retorne para as pernas. Quando essas válvulas apresentam falhas, ocorre um refluxo venoso, aumentando a pressão dentro dos vasos e favorecendo sua dilatação progressiva.
Esse mecanismo ocorre tanto em homens quanto em mulheres. Embora a incidência seja maior no sexo feminino devido à influência hormonal, os homens também apresentam risco significativo de desenvolver insuficiência venosa e varizes ao longo da vida.
A diferença é que as mulheres costumam perceber e tratar o problema mais precocemente, enquanto os homens frequentemente procuram ajuda apenas quando surgem sintomas importantes ou complicações mais avançadas.
Na prática, a insuficiência venosa é uma condição vascular que afeta ambos os sexos e deve ser encarada como um problema de saúde, e não apenas de aparência.
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Por que existe a ideia de que varizes são um problema feminino?
A associação entre varizes e mulheres foi construída ao longo de décadas por fatores culturais, sociais e até publicitários. Durante muito tempo, a discussão sobre saúde venosa esteve ligada principalmente à estética feminina, já que as mulheres tendem a observar mais rapidamente alterações visíveis na pele e nas pernas.
Além disso, fatores hormonais realmente aumentam a incidência de varizes nas mulheres, sobretudo durante a gravidez, o uso de anticoncepcionais e a menopausa. Entretanto, isso não significa que os homens estejam protegidos contra a doença.
Outro aspecto importante é o comportamento em relação aos cuidados com a saúde. De forma geral, as mulheres costumam realizar consultas preventivas com mais frequência. Já muitos homens procuram atendimento apenas quando os sintomas se tornam difíceis de ignorar.
Esse atraso na busca por avaliação médica contribui para a falsa impressão de que existem menos homens com varizes, quando na verdade muitos convivem com a doença sem diagnóstico ou tratamento adequado.
Outro fator que reforça essa percepção é que boa parte dos conteúdos sobre varizes historicamente foi direcionada ao público feminino. No entanto, do ponto de vista médico, as alterações venosas não escolhem gênero. Qualquer pessoa que apresente predisposição genética ou fatores de risco pode desenvolver a doença.minadas doenças podem aumentar o risco de trombose.identificar medidas preventivas adequadas.
Quais são as causas das varizes nos homens?
As varizes não surgem por um único motivo. Na maioria das vezes, elas são resultado da combinação de fatores genéticos, hábitos de vida e características individuais que favorecem o enfraquecimento do sistema venoso ao longo dos anos.
O desenvolvimento da doença costuma ser gradual. Inicialmente, o paciente pode não apresentar sintomas importantes. Com o passar do tempo, porém, a sobrecarga nas veias aumenta, provocando alterações progressivas na circulação.
Compreender os fatores de risco é fundamental porque muitos deles podem ser controlados ou minimizados por meio de mudanças de hábitos e acompanhamento médico adequado.
Entre os principais fatores associados ao surgimento das varizes em homens estão:
Predisposição genética
Aherança familiar é um dos principais fatores associados ao surgimento das varizes. Se pais, avós ou outros familiares próximos apresentaram doença venosa, o risco de desenvolver o problema tende a ser maior. A genética influencia diretamente a resistência da parede das veias e o funcionamento das válvulas venosas.
Por isso, homens com histórico familiar devem ficar atentos mesmo na ausência de sintomas.
Permanecer muito tempo em pé
Profissões que exigem longos períodos nessa posição, aumentam a pressão exercida sobre as veias das pernas. Entre os profissionais mais expostos estão:
Cirurgiões;
Professores;
Policiais;
Seguranças;
Vendedores;
Cabeleireiros;
Trabalhadores da construção civil.
Com o passar dos anos, essa sobrecarga contínua pode contribuir para o desenvolvimento da insuficiência venosa.
Sedentarismo
A movimentação das pernas é fundamental para o funcionamento adequado da bomba muscular da panturrilha. Quando há pouca atividade física, o retorno do sangue torna-se menos eficiente, favorecendo o acúmulo de sangue nas pernas e aumentando a pressão nas veias.
Sobrepeso e obesidade
O excesso de peso aumenta a pressão sobre o sistema venoso e pode acelerar a progressão da insuficiência venosa.
Além disso, pacientes com obesidade frequentemente apresentam maior dificuldade para perceber alterações circulatórias iniciais, retardando o diagnóstico.
Envelhecimento
Com o avanço da idade, ocorre um desgaste natural das estruturas vasculares. As válvulas venosas podem perder eficiência ao longo dos anos, favorecendo o refluxo sanguíneo e o surgimento das varizes.
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Quais são os sintomas mais comuns?
Um dos maiores desafios no diagnóstico precoce da doença venosa é que muitas pessoas acreditam que as varizes provocam apenas alterações visíveis nas pernas. Na realidade, os sintomas podem surgir muito antes do aparecimento das veias dilatadas.
Nos estágios iniciais, o paciente pode sentir apenas um desconforto leve ao final do dia. Com a evolução do quadro, os sintomas tendem a se tornar mais frequentes e intensos, especialmente em situações de calor, longos períodos em pé ou após muitas horas sentado.
Esses sinais representam um alerta de que a circulação venosa pode não estar funcionando adequadamente e merecem atenção, mesmo quando não existem varizes aparentes.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Sensação de peso nas pernas;
- Cansaço excessivo;
- Dor;
- Ardência;
- Coceira;
- Inchaço ao final do dia;
- Câimbras noturnas;
- Sensação de queimação;
- Desconforto após permanecer muito tempo em pé.
Os sintomas costumam piorar em dias quentes ou após longos períodos sem movimentação.
Em casos mais avançados, podem surgir alterações na coloração da pele, endurecimento dos tecidos e até feridas conhecidas como úlceras venosas.
Homens costumam procurar tratamento mais tarde
Essa é uma característica observada com frequência. Muitos homens convivem durante anos com sintomas de insuficiência venosa sem procurar avaliação médica. A dor nas pernas, o inchaço e a sensação de peso acabam sendo interpretados como consequências naturais do trabalho, da idade ou do cansaço acumulado.
Além disso, como a preocupação estética costuma ter menor peso na decisão de buscar atendimento, os primeiros sinais da doença frequentemente são ignorados.
O problema é que a insuficiência venosa é uma condição progressiva. Quanto mais tempo permanece sem tratamento, maiores são as chances de agravamento dos sintomas e surgimento de complicações que poderiam ter sido evitadas com diagnóstico precoce.
Entre os motivos mais comuns para esse atraso estão:
- Falta de informação sobre a doença;
- Menor preocupação com a aparência das veias;
- Rotina profissional intensa;
- Crença de que o problema desaparecerá sozinho;
- Associação equivocada entre varizes e envelhecimento normal.
Quais os riscos de não tratar as varizes?
As varizes não devem ser encaradas apenas como um incômodo visual. Elas representam uma alteração funcional da circulação venosa que pode evoluir ao longo dos anos quando não recebe acompanhamento adequado.
Inicialmente, os sintomas podem parecer leves e ocasionais. No entanto, à medida que a pressão dentro das veias aumenta, ocorre um comprometimento progressivo da circulação, favorecendo o aparecimento de complicações.
Entre os principais riscos estão:
- Agravamento dos sintomas;
- Dor, peso nas pernas, sensação de fadiga e inchaço tendem a se tornar mais frequentes e intensos;
- Alterações na pele;
- O aumento crônico da pressão venosa pode provocar escurecimento da pele, ressecamento e endurecimento dos tecidos;
- Sangramentos;
- Varizes superficiais podem sofrer pequenos traumas e apresentar sangramentos significativos;
- Tromboflebite (inflamação de uma veia associada à formação de um coágulo, causando dor, vermelhidão e calor local);
- Úlceras venosas – uma das complicações mais graves da insuficiência venosa crônica. São feridas que surgem geralmente próximas aos tornozelos e podem apresentar cicatrização difícil e recorrente.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico das varizes vai muito além da observação visual das pernas. Embora as veias dilatadas sejam um sinal importante, é fundamental compreender como está funcionando todo o sistema venoso do paciente.
Durante a consulta, o especialista realiza uma avaliação detalhada dos sintomas, do histórico familiar, dos hábitos de vida e dos fatores de risco envolvidos. Essas informações ajudam a identificar além da presença da doença, a sua gravidade e suas possíveis causas.
O médico também avalia a distribuição das veias visíveis, a presença de edema, alterações na pele e outros sinais que podem indicar insuficiência venosa.
Na maioria dos casos, o exame complementar mais utilizado é o ultrassom Doppler vascular.
Esse exame permite avaliar:
- O funcionamento das válvulas venosas;
- A presença de refluxo;
- O trajeto das veias comprometidas;
- A existência de tromboses;
- O planejamento do tratamento.
Além de ser indolor e não invasivo, ele fornece informações para a tomada de decisão terapêutica.
Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?
A medicina vascular evoluiu de forma significativa nas últimas décadas. Se antigamente o tratamento das varizes estava frequentemente associado a cirurgias mais invasivas e períodos prolongados de recuperação, hoje a realidade é bastante diferente.
Atualmente existem diversas opções terapêuticas capazes de tratar a doença de forma personalizada, levando em consideração o estágio das varizes, os sintomas apresentados e as características individuais de cada paciente.
O tratamento ideal nem sempre envolve procedimentos. Em muitos casos, mudanças de hábitos e medidas preventivas já contribuem para melhorar a circulação e controlar os sintomas.
Mudanças no estilo de vida
Entre as principais recomendações estão:
- Prática regular de atividade física;
- Controle do peso corporal;
- Evitar longos períodos parado;
- Elevação das pernas quando possível;
- Uso de meias de compressão quando indicado.
Escleroterapia
Procedimento utilizado principalmente para pequenas veias e vasos superficiais.
É a aplicação de substâncias específicas que promovem o fechamento dos vasos tratados.
Laser transdérmico
Tecnologia utilizada principalmente para vasos superficiais e telangiectasias.
Permite tratar determinadas alterações sem necessidade de cortes.
Tratamentos guiados por ultrassom
As técnicas modernas permitem maior precisão e personalização dos tratamentos.
O ultrassom auxilia na identificação das veias responsáveis pelo problema e direciona a abordagem terapêutica.
Procedimentos minimamente invasivos
Atualmente existem técnicas que dispensam grandes incisões e proporcionam recuperação mais rápida, menos desconforto e retorno precoce às atividades.
Método CLaCS (Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy)
É um tratamento moderno e minimamente invasivo para varizes e vasinhos, que combina laser transdérmico, escleroterapia e resfriamento da pele durante o procedimento. Essa associação permite tratar tanto veias superficiais quanto vasos menores, com maior conforto e menor tempo de recuperação.
O Método CLaCS foi desenvolvido pelo cirurgião vascular Kasuo Miyake e se destaca por oferecer uma abordagem mais precisa, com menos dor, sem cortes e retorno rápido às atividades, sendo indicado principalmente para casos leves a moderados. Antes do tratamento, é essencial avaliação médica individualizada para definir a melhor conduta para cada paciente.
O tratamento ideal depende da avaliação individual de cada paciente.
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Existe prevenção para varizes?
Embora não seja possível modificar fatores como genética ou envelhecimento, existem diversas ações que podem reduzir o risco de progressão da doença venosa e melhorar a saúde vascular ao longo da vida.A prevenção está diretamente relacionada à manutenção de uma circulação eficiente. Pequenas mudanças nos hábitos diários podem fazer grande diferença, especialmente para pessoas que possuem histórico familiar ou trabalham em condições que favorecem o aparecimento das varizes.
Entre as principais medidas preventivas estão:
- Praticar atividade física regularmente;
- Evitar o sedentarismo;
- Manter peso adequado;
- Movimentar-se durante viagens longas;
- Evitar permanecer muitas horas na mesma posição;
- Realizar avaliações periódicas quando houver histórico familiar.
Quanto mais cedo essas medidas se tornam rotina, maiores são os benefícios para a circulação e para a qualidade de vida.
Quando procurar um especialista vascular?
Muitas pessoas esperam o aparecimento de grandes veias dilatadas para procurar ajuda médica. Mas, esse não deve ser o único sinal de alerta.
A doença venosa frequentemente começa de forma silenciosa e apresenta sintomas que podem ser confundidos com cansaço muscular ou desgaste da rotina diária. Por isso, é importante valorizar os sinais emitidos pelo corpo.
A avaliação precoce permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, possibilitando tratamentos mais simples, melhores resultados e menor risco de complicações futuras.
A consulta com um especialista vascular é recomendada quando houver:
- Dor nas pernas;
- Sensação de peso frequente;
- Inchaço recorrente;
- Câimbras noturnas;
- Veias dilatadas;
- Histórico familiar importante;
- Alterações na pele das pernas.
Além disso, nem toda dor ou desconforto nas pernas está relacionada às varizes. Apenas uma avaliação especializada pode identificar corretamente a origem dos sintomas e indicar o tratamento mais adequado.
Embora a doença seja frequentemente associada ao público feminino, ela pode afetar homens de diferentes idades e estilos de vida, especialmente quando existem fatores como predisposição genética, sedentarismo, excesso de peso ou atividades profissionais que sobrecarregam a circulação.
Ignorar os sintomas ou adiar a busca por tratamento pode favorecer a progressão da doença e aumentar o risco de complicações.
A boa notícia é que a medicina vascular evoluiu significativamente e hoje oferece diversas opções de tratamento modernas, eficazes e menos invasivas.
Por isso, ao perceber sinais como dor, peso nas pernas, inchaço ou veias dilatadas, vale a pena procurar avaliação especializada. Cuidar da saúde vascular não é uma questão de estética, mas de qualidade de vida, bem-estar e prevenção.
Perguntas Frequentes
Homens têm menos varizes do que mulheres? Em geral, as mulheres apresentam maior incidência devido à influência hormonal, mas os homens também podem desenvolver a doença com frequência significativa.
Varizes em homens são mais graves? Não necessariamente. Porém, muitos homens procuram tratamento mais tarde, o que pode resultar em quadros mais avançados.
Exercícios físicos ajudam a prevenir varizes? Sim. A atividade física melhora o funcionamento da circulação e auxilia o retorno venoso.
Toda veia aparente é uma variz? Não. Algumas veias visíveis podem ser normais. O diagnóstico correto depende da avaliação médica.
Homens podem usar meias de compressão? Sim. Quando indicadas, elas podem ajudar a aliviar sintomas e melhorar a circulação.
Varizes podem voltar após o tratamento? Dependendo do caso, novas veias podem surgir ao longo dos anos. Por isso, o acompanhamento médico continua sendo importante.
Qual médico trata varizes? O especialista mais indicado é o cirurgião vascular ou angiologista.
Quando devo procurar ajuda? Ao perceber sintomas como dor, peso nas pernas, inchaço frequente ou aparecimento de veias dilatadas.
DISCLAIMER
Dados transcritos de vídeos revisados pelo Dr Kasuo Miyake. Estes textos não substituem uma consulta médica com um cirurgião vascular com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Em caso de dúvidas envie sua pergunta através do WhatsApp localizado no site ou agende uma consulta por telemedicina ou presencial na Clínica Miyake.
Responsável técnico da Clíncia Miyake: Kasuo Miyake CRM-SP 68778-2 RQE (Angiologia e Cirurgia Vascular) 18424